OCE
Atleta OCE Rita conta sua história na Meia Maratona da Linha Verde

Tudo começou com um sonho de fazer algo realmente desafiante. Surgiu então a possibilidade de correr a meia maratona da linha verde.

Mas nem tudo em nossa vida é fácil como parece aos olhos alheios e por infelicidade comecei a sentir uma dor no joelho. Já estávamos no final de fevereiro e tive que ficar duas semanas inteiras sem treinos e em repouso absoluto.

Voltei a treinar, mas tive muito medo de não conseguir, pois faltava pouco tempo e meu joelho ainda não estava 100%. Durante este período foram muitas conversas com Hugo e Silvinha sobre condições de corrida, dicas de treinos, de exercícios específicos para uma recuperação mais rápida do meu joelho e principalmente a força e incentivo do meu namorado, Wagner.

Quando temos um objetivo, não é fácil alcança-lo, mas é mais difícil ainda qualquer pessoa fazer com que desistamos dele.

Durante o período de treino e preparação a nossa vida segue normalmente e temos que fazer ESCOLHAS. Não é fácil recusar um convite para uma festa, para uma cervejinha com os amigos e parece que todo mundo resolve te convidar para alguma coisa quando vc não pode ir. A gozação é geral, tem sempre alguém dizendo que vc é bobo e que isso não leva ninguém a nada, mas como eu disse, não é fácil fazer vc desistir de um objetivo quando vc é um atleta convicto.

Com os exercícios da Silvinha e muito gelo a dor foi diminuindo gradativamente e a vontade de correr e cumprir o meu objetivo foi aumentando.

Chegou o dia da prova do Circuito Adidas, que para mim seria um grande teste. A prova era de 10k e para minha surpresa aos 5 quilômetros o meu joelho começou doer levemente. O primeiro pensamento é parar, mas logo vem à memória todos os dias de treinos e dedicação e daí o coração fala mais alto e a vontade de se superar é maior do que qualquer dor. Ao lado de Silvinha e Fernanda, terminei a prova com 52 minutos e 28 segundos, minha primeira vitória pessoal.

O medo aumentou e eu tinha certeza que não conseguiria correr a meia maratona na semana seguinte. Wagner disse que eu conseguiria, Silvinha e Hugo disseram que eu conseguiria, então não me restou outra escolha a não ser acreditar QUE EU IRIA CONSEGUIR.

Com treinos leves, alimentação balanceada e muito incentivo dos meus amigos, eu me preparei psicologicamente para fazer aquilo que meu corpo mandasse durante a prova.

Sai de casa com muita chuva em direção à largada. Ao chegar, vi inúmeras pessoas ali paradas com o mesmo objetivo que o meu talvez com dificuldades maiores do que as que passei para está ali.

A adrenalina foi sendo liberada e após a largada eu disse para mim mesma que eu faria o que meu corpo determinasse. Sem a perspectiva de chegar ao final da corrida, iniciei minha jornada para os 15 quilômetros, que na minha mente seria o máximo que eu iria fazer naquela prova.

Passados os 5k iniciais estava tudo ótimo e eu só conseguia me lembrar das palavras dos meus amigos e que o Wagner estaria me esperando na minha linha de chegada que seria em frente ao Ouro Minas Hotel.

10k se passaram e eu estava absolutamente inteira.

15k cumpridos, cheguei ao local combinado e por um desencontro de 2 minutos o Wagner não tinha chegado ainda, veio a dúvida e eu não sabia se continuava ou se parava. Eu sabia que a partir dali seria o percurso mais difícil e a subida mais íngreme estava logo em minha frente. Não vi meu namorado e não tinha ninguém ao meu lado para me ajudar a decidir, então fiz a minha escolha: EU IRIA CHEGAR ATÉ O FIM. O percurso foi ficando mais difícil, a chuva caia forte e eu olhava para os lados e via inúmeros atletas desistirem e começarem a andar durante a subida. Mas eu tinha um objetivo e eu iria cumpri-lo. Segui no meu ritmo e não mais olhei para o lado, pois o meu objetivo estava à frente. Aos 19k eu já me sentia uma vitoriosa e desistir ali não era mais uma possibilidade naquele dia. Cruzei a linha de chegada com 02 horas e 02 minutos. O choro foi incontrolável. Me lembrei de cada palavra do meu amor e dos meus amigos. Sentei no chão e comecei a agradecer a Deus pela grande vitória. Uma amiga me mandou uma frase que deixo aqui a todos os que como eu, um dia pensaram não ser capaz de se superar:

"Não imponha limites a si mesmo. Muitas pessoas se limitam naquilo que elas pensam que conseguem fazer. Você pode ir tão longe quanto sua mente deixar. O que você acredita, você pode realizar!"
--Mary Kay Ash

Escrito por: Rita de Cássia Cardoso de Oliveira

 

Untitled Document

Slide Show