OCE
Fratura por estresse

A fratura por estresse se caracteriza por uma fissura no osso. É  uma fratura incompleta, pois não há deslocamento ou desvio do osso fraturado. Ocorre quando um osso específico é repetidamente submetido a uma carga superior ao limiar que este é capaz de suportar.

Um aumento nos estresses mecânicos sobre o osso resultam em microlesões, e este não consegue reparar a reabsorção acelerada de tecido ósseo, o que resulta na fratura.

As fraturas de estresse podem ocorrer em diversos ossos, sendo mais freqüentes na extremidade inferior, em especial na tíbia e nos metatarsos. Mais raramente podem ocorrer também no fêmur e na pelve.

A maioria das fraturas ocorre devido a sobrecarga, podendo ocorrer por modificações bruscas no treinamento, início da prática de atividade física sem orientação específica, terrenos inapropriados, uso de calçados inadequados, sendo essas causas geralmente associadas com alterações biomecânicas e desequilíbrios musculares prévios do atleta.

Atletas que possam ter sido acometidos pela síndrome do uso excessivo ou do supertreinamento (overtrainig) também estão entre os indivíduos “em risco”, além de mulheres que estejam amenorréicas ou com imaturidade do esqueleto (ossos relativamente osteoporóticos).

O principal sintoma é a dor moderada ou intensa durante ou após o exercício físico, geralmente localizada em um ponto específico.

Na maioria dos casos, o atleta já vinha sentindo dor na região, porém menos localizada, estando associada a um aumento na intensidade dos exercícios. E não raro ocorre um evento o qual a dor se intensifica (numa competição por exemplo) – e é quando o atleta procura um profissional.

Pode também ocorrer um inchaço na região, com tumefação óssea, rubor e calor, que são característicos de inflamação.

O diagnóstico deve ser feito pela história do paciente, seguido de um exame clínico cuidadoso do médico e das considerações da vulnerabilidade do atleta para determinado esporte. O raio-x muito raramente detecta este tipo de fratura, sendo a ressonância magnética e principalmente a cintilografia óssea os exames complementares mais indicados.

Quanto mais cedo for detectada a fratura, mais rápida será sua recuperação. E como toda fratura precisa de repouso para se consolidar, a fratura por estresse não foge à regra.

Deve-se evitar a carga sobre a lesão. O organismo é capaz de eliminar a fissura, mas ele precisa de tempo para fazê-lo.

Em relação ao uso de corticóides, não há dúvidas de que a dor vai passar, mas os efeitos colaterais podem ser gravíssimos, como a  osteoporose precoce do osso acometido e até osteonecrose (problema nos vasos sangíneos ósseos). O corticóide suspende todo processo inflamatório da lesão, inclusive o que é necessário para restauração da fratura, dificultando a calcificação total e criando um problema ainda maior.

Portanto, a prevenção é super importante. O meu conselho é: treine corretamente, com um profissinal capacitado, não exagere e faça mais do que o prescrito em sua planilha, descanse quando tiver que descansar, alongue-se, não “pule” o aquecimento e o resfriamento, use calçados adequados, ou uma palmilha sob medida se necessário, e procure um profissonal assim que os sinais começarem a aparecer. Enfim, respeite o seu corpo e seus limites!!!

Por: Silvia Guedes

Untitled Document

Slide Show