Coração do Atleta
O coração, assim como os músculos esqueléticos, sofre adaptações ao exercício, dentre elas a hipertrofia do miocárdio, um espessamento fisiológico, e aumento de suas cavidades. Tudo isso com a finalidade de melhorar a sua eficiência, podendo trabalhar menos para ejetar maior volume sanguíneo, com a freqüência cardíaca reduzida.
A vascularização dos músculos esqueléticos também aumenta, devido à maior necessidade de oxigênio e de nutrientes durante o exercício e sua recuperação.
No entanto, apesar do gasto calórico mais elevado no exercício, com maior gasto de carboidratos e de gorduras como fonte de energia, há um problema: o LDL colesterol, aquele capaz de entupir as artérias, levando a eventos isquêmicos, como o infarto e o acidente vascular cerebral, não é gasto no exercício.
Ao contrário da gordura visceral, que responde bem ao exercício por possuir receptores beta-adrenérgicos, mas também aumenta com a ingesta de gordura saturada, o LDL instalado dificilmente volta atrás. O exercício aumenta o HDL, o bom colesterol, que faz o transporte reverso do mau colesterol, mas não é suficiente ,perto de uma elevada comilança de gorduras saturadas.
O pior é que, às vezes, os exames não mostram o LDL elevado, porém não significa que algumas artérias já não estejam comprometidas. Por isso existe o infarto em quem aparentemente possui o LDL normal e pratica exercícios. Aqui, o que está valendo é: come gordura saturada ou não?
Bem, para evitar este mal, que é a causa número um de mortalidade mundial, assim como outras patologias, o conselho é: quanto menos carne de boi, porco, pele de frango, manteiga, queijo e leite gordos, menor o risco cardiovascular. Aumentando-se, é claro, o consumo de verduras, legumes e frutas, que possuem vitaminas e sais minerais protetores, além dos fotoquímicos e bioflavonóides.
Nutrição é Prevenção!
Carmen Zita Pinto Coelho
Nutricionista Clínica e Esportiva
(31) 3284-6290
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